Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Palavras, para quê. É a justiça à la portuguesa

" Tinham sete armas de fogo, uma besta, vários gorros, luvas e até os documentos de um carro roubado.

Três homens suspeitos de crime violento e fortemente armados foram apanhados pela PSP de Sintra, mas acabaram por ser postos em liberdade por uma procuradora do Ministério Público (MP).

Em comunicado, a PSP referiu que, na sequência desta investigação depois da emissão de mandados de detenção pelo Ministério Público foram realizadas várias buscas domiciliárias na zona de Mem Martins, tendo sido detidos três homens e identificados outros seis.

Nestas buscas realizadas a PSP apreendeu três caçadeiras, um revólver, três armas de calibre 6.35 milímetros, vários gorros e luvas, uma besta, vários sacos com o logótipo do BPI com diversas moedas e “vários documentos relacionados com o roubo recente de uma viatura, através do método de carjacking, utilizada posteriormente num roubo a uma ourivesaria”.

No entanto, o mesmo MP que ordenou as buscas enviou os três suspeitos detidos para casa com termo de identidade e residência, uma vez que os crimes de que são suspeitos não pressupõem a aplicação da prisão preventiva e a nova lei das armas ainda não está em vigor.

Segundo o Correio da Manhã desta terça-feira, a procuradora aceitou as justificações dos detidos e não promoveu um interrogatório judicial, onde seriam presentes a um juiz de Instrução Criminal que poderia aplicar outras medidas de coacção como a prisão preventiva."

Explicação para as caçadeiras: Somos todos caçadores compulsivos, hábito que nos ficou de não termos meios de pôr alguma comida na mesa da família em virtude de estarmos desempregados e o subsidio de integração social ser insuficiente sequer para o tunning dos nossos carros.

Justificação para o revóver: nenhuma. É de plástico.

O porquê das 6.35: Usadas exclusivamente dissuasoras em caso de legítima defesa. Nem sequer possuimos munições.

Presença da besta: Brinquedo curioso que só lança virotões com ventosa para alvos de cartão. Totalmente inofensiva.

E então os sacos do BPI? São sacos de compras, publicitários, fornecidos gratuitamente pelo banco aos seus clientes.

Provas de carjacking: Quais provas? O carro foi-nos emprestado pelo dono. É a nossa palavra contra a dele. E nós somos mais.

Serei eu que sou estúpido, praticamente atrazado mental, com o queixo pendurado babando perante tal enormidade judicial?

Com legitimidade me questiono se a senhora procuradora terá aplicado todo o rigor de uma lei frouxa ou comportou-se, muito simplesmente, como incompetente, anjinha, cobarde ou do BE?

Quem nos protege de leis iníquas e de uma justiça licenciosa?

Quarta-feira, Julho 02, 2008

Nas origens do morticínio

" Qual a maior causa de violência, morticínio, opressão e tirania que já
se conheceu ao longo de toda a História humana?

Se fizermos essa pergunta ao cidadão comum, as respostas mais
freqüentes apontarão o desejo de riquezas, a paixão nacionalista, o
expansionismo imperialista, o fanatismo religioso ou ideológico, os
preconceitos de raça etc.

Todas essas causas mataram pessoas e oprimiram povos, mas não o
fizeram sempre.

...........................................................................

A maior causa de violência, morticínio, opressão e tirania é a crença
de que é possível inventar um futuro melhor para toda a humanidade ou para
uma parte significativa dela e realizá-lo através do poder político. Sem
somar-se a essa crença, nenhuma das causas antes mencionadas teria um
milésimo do seu potencial mortífero. Sem a promessa utópica, não atrairia
multidões de militantes. Sem a concentração do poder político, não teria
meios de ação. Poder concentrado em torno de uma promessa de futuro: eis a
fórmula infalível do genocídio."


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 26 de junho de 2008

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Que lindo, que louvável, que encanto

Estou comovido e agradavelmente surpreso com o ministro Costa.

Vão ser construidas dez novas prisões, de raiz, prenhes de actividades de lazer, como salas de cinema, bibliotecas recheadas, campos de futebol, tudo para
garantir "melhores condições para os reclusos", coitadinhos.

Bravo, fica aqui escarrapachado que o crime compensa. Além disso, para que não sintam a falta de uma actividade sexual retemperadora existirá uma unidade de regime fechado para os casais, recluso e cônjuge, de forma a terem mais privacidade. Um autêntico quecódromo, pasmem meninos!

Os reclusos ganham com este projecto, diz o ministro, "pela melhoria das condições de alojamento, de segurança e de tratamento que passam a dispor".

Vamos certamente ver a curva da delinquência descer a pique. Nenhum meliante reincidirá se tiver como perspectiva um castigo tão terrível que lhe poderá proporcionar condições de habitabilidade que a maioria nunca terá tido ou alguma vez terá cá fora, a trabalhar. Ora porra senhor ministro!

Os reclusos ganham à custa da maioria da população que perde pelo acréscimo de risco de malfeitorias practicamente assim recompensadas pelo Poder, e pela perda de benfeitorias que poderiam ser realizadas com as verbas canalizadas para esta tão idiota política.

A erradicação do balde higiénico é outra das garantias dadas pelo Executivo. "Esse é um dos objectivos da nossa legislatura." Bravo, bravo, bravo!

(Extracto de notícia do Diário de Notícias de hoje)

Regozijemo-nos pois, compatriotas. Este grande balde de merda está a dar as últimas.
Além de objectivo é promessa do Executivo. Só tenho é um medo terrível que seja mais uma que ficará incumprida.

Falando a sério:
Esta é mais uma cavaca para aquela enorme fogueira, ateada por malandros iluminados coadjuvados por idiotas coniventes, onde hoje ardem todos os princípios que nos foram ensinados ao longo dos séculos.

Quarta-feira, Junho 11, 2008

Não será assim?

Dr. Emanuel Tanay is a well known and respected psychiatrist.

A German's point of view on Islam.

A man whose family was German aristocracy prior to World War ll owned a number of large industries and estates. When asked how many German people were true Nazis, the answer he gave can guide our attitude toward fanaticism.

'Very few people were true Nazis,' he said, 'but many enjoyed the return of German pride, and many more were too busy to care. I was one of those who just thought the Nazis were a bunch of fools. So, the majority just sat back and let it all happen. Then, before we knew it, they owned us, and we had lost control, and the end of the world had come. My family lost everything, I ended up in a concentration camp and the Allies destroyed my factories.'

We are told again and again by 'experts' and 'talking heads' that Islam is the religion of peace, and that the vast majority of Muslims just want to live in peace. Although this unqualified assertion may be true, it is entirely irrelevant. It is meaningless fluff, meant to make us feel better, and meant to somehow diminish the spectra of fanatics rampaging across the globe in the name of Islam. The fact is that the fanatics rule Islam at this moment in history.

It is the fanatics who march It is the fanatics who wage any one of 50 shooting wars worldwide. It is the fanatics who systematically slaughter Christian or tribal groups throughout Africa and are gradually taking over the entire continent in an Islamic wave. It is the fanatics who bomb, behead, murder, or honor killing. It is the fanatics who take over mosque after mosque. It is the fanatics who zealously spread the stoning and hanging of rape victims and homosexuals. The hard quantifiable fact is that the 'peaceful majority,' the 'silent majority,' is cowed and extraneous.

Communist Russia was comprised of Russians who just wanted to live in peace, yet the Russian Communists were responsible for the murder of about 20 million people. The peaceful majority were irrelevant.
China's huge population was peaceful as well, but Chinese Communists managed to kill a staggering 70 million people.

The average Japanese individual prior to World War ll was not a warmongering sadist. Yet, Japan murdered and slaughtered its way across South East Asia in an orgy of killing that included the systematic murder of 12 million Chinese civilians; most killed by sword, shovel, and bayonet.

And, who can forget Rwanda, which collapsed into butchery. Could it not be said that the majority of Rwandans were 'peace loving' ?

History lessons are often incredibly simple and blunt, yet for all our powers of reason we often miss the most basic and uncomplicated of points: Peace-loving Muslims have been made irrelevant by their silence.

Peace-loving Muslims will become our enemy if they don't speak up, because like my friend from Germany, they will awaken oneday and find that the fanatics own them, and the end of their world will have begun.

Peace-loving Germans, Japanese, Chinese, Russians, Rwandans, Serbs, Afghans, Iraqis, Palestinians, Somalis, Nigerians, Algerians, and many others have died because the peaceful majority did not speak up until it was too late.

As for us who watch it all unfold, we must pay attention to the only group that counts; the fanatics who threaten our way of life.

Lastly, at the risk of offending, anyone who doubts that the issue is serious and just deletes this email without sending it on, is contributing to the passiveness that allow the problems to expand.

So, extend yourself a bit and send this on ! Let us hope that thousands, world wide, read this - think about it - and send it on.


Emanuel Tanay, M.D.
2980 Provincial St.
Ann Arbor, MI 48104
734-997-0256
drtanay@umich.edu

Sexta-feira, Maio 30, 2008

Pois é...

...o que define a esquerda, historicamente, não é a luta contra a desigualdade. É a luta pela concentração de poder político, sob o pretexto de combater a desigualdade. Foi isso o que se viu na Revolução Francesa, na Revolução Russa, na Revolução Chinesa, na Revolução Cubana e por toda parte onde a esquerda reinou sem ser atrapalhada pela presença da maldita direita. Mesmo nas nações democráticas, onde tem adversários a enfrentar, a esquerda busca sempre aumentar por todos os meios possíveis o poder da burocracia estatal. E, como a concentração do poder político concentra também necessariamente o poder econômico – motivo pelo qual os capitalistas monopolistas ajudam sempre a esquerda, não a direita --, a esquerda mundial deve ser definida estritamente, segundo a substância da sua realidade histórica, como a força política que há pelo menos dois séculos promove a desigualdade em nome da igualdade...

Olavo de Carvalho
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